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Aquisição de SistemasEditar

Fatores de DecisãoEditar

Uma das principais questões na aquisição de sistemas é decidir se o mesmo deve ser comprado ou desenvolvido pela equipe interna. A tabela abaixo mostra vantagens e desvantagens das duas decisões:

Fator Comprar Fazer
Custo Baixo Alto
Satisfação das necessidades Menor Maior
Flexibilidade Menor Maior
Qualidade Alta (normalmente) Variável, dependendo da equipe de programação
Velocidade Rápida Lenta
Vantagem competitiva Menor Maior
Equipe Desenvolvimento constante e envolvida com novas tecnologias Depende da equipe interna e altamente motivada
Processos Pode ser um mecanismo pra mudança cultural e adoção de novas práticas Específico e definido com o conhecimento da empresa, apenas


Práticas de AquisiçãoEditar

A tabela abaixo descreve modelos, práticas e padrões na aquisição de softwares:

Norma Descrição
ISO 12207 (Standard for Information Technology-Software Life Cycle Process) Foi publicada em 1995 e é uma norma internacional que cobre o ciclo de vida do software desde a sua concepção até o final de sua vida útil. A norma é usada como referência em diversos países, inclusive no Brasil (cuja norma equivalente é a NBR ISO/IEC 12207). Esta norma estabelece uma arquitetura de alto nível para o ciclo de vida do software que abrange desde a concepção até a descontinuidade do mesmo e tem por objetivo auxiliar os envolvidos na produção de software a definir seus papéis e, assim, proporcionar às organizações que a utilizam um melhor entendimento das atividades a serem executadas nas operações que envolvem o software.
IEEE STD 1062:1998 É uma norma específica para a aquisição de software e está em conformidade com a ISO 12207. Embora seja conhecida e utilizada internacionalmente, não foi encontrado no Brasil, dados registrando o seu uso. A classificação adotada pela IEEE STD 1062:1998 para os produtos de software é definida conforme o grau de liberdade que tem o usuário para definir e especificar suas funcionalidades. Segundo a Norma, há três tipos de produtos de software: o COTS (Commercial-off-the-shelf-software); o MOTS (Modified-offtheshelf- software); e o FD (Fully Developed Software).
EUROMethod É uma metodologia utilizada especialmente para os processos de procurement público na União Européia. Foi desenvolvido pelo grupo que trata de assunto referentes a redes telemáticas, indústria, padrões e legislações (DG III) da Comissão Européia e do PPG (Public Procurement Group), órgão que assessora a UE nos assuntos referentes à aquisições de serviços de TIC e que é também responsável pelo EPHOS (European Procurement Handbook for Open Systems), um guia europeu para aquisição de sistemas abertos. Desde a sua origem em 1996, o EuroMethod foi adaptado para atender as legislações de compras específicas de cada país e para ser utilizado também por organizações privadas que desenvolvem sistemas de informações. Considerando toda a complexidade relativa ao trabalho com sistemas de informações, o EuroMetodo contribui para o desenvolvimento de soluções abrangendo as necessidades e limitações das organizações, e não unicamente os aspectos técnicos.
eSCM (eSourcing Capability Model) É um modelo desenvolvido pelo ITSQC (Information Technology Services Qualification Center) da Universidade Carnegie Mellon em conjunto com um consórcio composto pela EDS, IBM Global Services, Mellon Financial Corporation, Satyam Computer Services, Accenture, STQC e da COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro. O e-SCM possui uma versão para provedores de serviços (SP-Solution Providers) e uma para clientes (CL-Client), atualmente em homologação. Oferece um conjunto de 84 práticas distribuídos em cinco níveis de capacitações que possibilitam um aperfeiçoamento das relações entre clientes e demandantes de serviços de TI, trazendo, entre outras vantagens, a medição e comparação de fornecedores de forma consciente; a avaliação de vantagens e desvantagens dos mesmos; e a analise de riscos e de viabilidade em se utilizar um fornecedor.
Guia de Aquisição de Melhoria de Processo de Software Brasileiro
(mps-
BR)
Este guia descreve e propõe um processo de aquisição de software baseado na norma ISO/IEC 12207:1995/Amd 1:2002, complementado pela norma IEEE STD 1062:1998. Orienta, também, a personalização desse processo à medida que estejam participando instituições fornecedoras de software que adotem o MR-mps. Além da descrição das atividades, insumos e resultados envolvidos no processo de aquisição, este guia apresenta, em anexos, exemplos de modelos de documentos produzidos ao longo do processo, que poderão ser personalizados conforme a necessidade das organizações que pretendam adotar este processo.
SA-CMM É um modelo de capacitação e maturidade do processo de aquisição de software organizacional. Ele especifica áreas chave de processos que permitem a conquista gradativa da maturidade organizacional por intermédio de cinco níveis, desde o inicial, quando a organização ainda não possui nenhum processo estabelecido, até o último, quando os processos são tão maduros que a substituição de um grupo de atividades não afeta a realização dos objetivos do processo global, fazendo com que as inovações e mudanças sejam tratadas naturalmente como inerentes ao processo global.

ReferênciasEditar

LinksEditar

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